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Granjinha/Cando

e Vale de Anta... factos, estórias e história.

Granjinha/Cando

e Vale de Anta... factos, estórias e história.

“V A L D A N TÍCIA”

29
Set09


 

    "Mosaico" de F.Ribeiro.

 

“V A L D A N TÍCIA

 

Como a surpresa é alguma, somos mesmo obrigado a retransmitir a informação que nos chegou.

E porque todos aqueles que «FAZEM PARTE DAS LISTAS» para a ASSEMBLEIA de FREGUESIA  - e de onde sairá a JUNTA – são gente séria, sincera, verdadeira, e estão cheios de entusiasmo para vencer tudo o que for do bom e do melhor para a FREGUESIA DE VALDANTA, desde já lhes endereçamos os PARABÉNS!

 

Dado o empenho que todos os candidatos à Assembleia e Junta de Freguesia, constantes nas listas concorrentes têm em contribuir para o engrandecimento da FREGUESIA de VALDANTA, resolveram, e Muito Bem, em conjunto, assumir compromissos comuns que só lhes ficam bem. 

Assim:

 

1 – Serão instalados SANITÁRIOS PÚBLICOS, pertinho da Igreja Paroquial.

Constarão de RETRETES para MULHERES, HOMENS, CRIANÇAS  e DEFICIENTES; FRALDÁRIO e DUCHE MASCULINO e FEMININO.

Estarão, garantidamente, ABERTOS aos Sábados e Domingos   - Uma (1) hora antes e até Uma (1) hora depois da MISSA; e, com o mesmo horário, em Dias e Ocasiões Festivas   -   Casamentos, Comunhões, Baptizados; Funerais, e outras manifestações religiosas.

Nos Meses de JUNHO, JULHO e AGOSTO, os SANITÁRIOS estarão abertos DESDE as SETE (7) DA MANHÃ ATÉ às NOVE (9) da NOITE (21horas).

 

2 – “OUTEIRO MACHADO” beneficiará de uma LIMPEZA, SINALIZAÇÃO e caminho de acesso condignos.

3A BARRAGEM ROMANA será asseada, delimitada, com gradeamento florido, e devidamente sinalizada.

4A CAPELA DA GRANGINHA será impedida do ataque das enxurradas. As Paredes da CAPELA, os muros circundantes e o jardinzinho serão cuidados.

E a linha dos Telefones deslocada, para não mais estragar o retrato aos visitantes.

5 – Viradinhos para a AUTO – ESTRADA, serão colocados painéis a lembrar aos viajantes a FREGUESIA DE VALDANTA, com apelativos de Outeiro Machado, Capela da Granginha e outros.

6O CEMITÉRIO terá cara nova, por dentro e por fora.

7 – As Placas Toponímicas, em toda a Freguesia, serão outras   -  com mais arte e melhor gosto!

8O CAMPO de FUTEBOL será transformado num Polidesportivo. Como alternativa, saca-se ao Casino contribuição para construção de Bancadas e Balneários Modernos, e Iluminação e arrelvamento do Campo. (Toma lá, que é para seres Ca(s)fino!)

9 – No SALÃO da JUNTA será instalada, IMEDIATAMENTE, uma bateria de CINCO (5)1) Computadores, com ligação à INTERNET, para usufruto dos paroquianos Valdantinos.

                                                                                                                          1) – Bem visto o número: 4 correspondem aos Blogues Locais ( O do Jorge, o do Zé, o do Tozé e o da D. Lai). Fica um (1) para os dois Blogues da estranja (o do Chico, da França; e o do Vítor, do Luxemburgo)! Mais tarde «crava-se» Um Computador a Bruxelas!...

 

 

10- Cada CERVEJA vendida ou bebida na Freguesia de VALDANTA será tributada com DOIS (2) Cêntimos:

                                                    - UM (1) Cêntimo para Receita da JUNTA, a aplicar no Serviço de Higiene e Limpeza;

 

                                               - UM (1) Cêntimo para aquisição de «SULFATE», a distribuir pelos PRODUTORES VALDANTINOS de «BALCERDEIRAS»!

 

Nota: O «G E L» D. O. V. C. é recomendado!

 

11 Cada cidadão, apanhado «BORRACHO» em Território da FREGUESIA  de VALDANTA, PAGA (e não bufa! Nem ao balão!) um PRÉMIO de 1 (UM) €, destinado a, no DIA DE S. DOMINGOS, uma MERENDA DOCE às «borrachas»    -  Raparigas, Moçoilas e Mulheres   -  da VALDANTÁLIA!

 

12 como aliciante turístico, será restaurado o TGV de CALVÃO/SEARA-VELHA, com APEADEIRO demorado em VALDANTA e, AQUI, com:

 

- RAMAL para ABOBELEIRA – AREGOS – VALDANTA;

e

- RAMAL para o CANDO – GRANGINHA   FONTE da  MOURA –  CASAS-dos-MONTES  -  VALDANTA.

 

- Ora cá estão DEZ MANDAMENTOS, bem esticadinhos para DOZE -  com apostólicas intenções de «TODOS OS QUE ESTÃO NAS LISTAS DE CANDIDATURA»à Célebre FREGUESIA DE VALE DE ANTA/VALDANTA!!!

  

Bem a POST ado!!!!!!!!

  

Saudações

 

Luís Fernandes

 

LEGISLATIVAS 2009 - Freguesia de Vale de Anta

28
Set09

Resultados :

 

                        PPD/PSD -  43,13% - (336 votos)

                        PS             -   29,27% - (228 votos)

                        CDS-PP    -     9,62% - (75  votos)

                        BE              -     7,06% -  (55 votos)

                        PCP-Pev    -     4,62% - (36 votos)

                        Outros        -                    (13 votos)

 

                        Votos em Branco - 2,7% (21 votos)

                        Nulos                    - 0,64% (5 votos)

 

                          

                          Votantes 65, 03% /  Votantes   779

                                                              Inscritos 1198

“Lá !“

19
Set09

 

 

 

“Lá! “

“Na  GRANGINHA!”

 

Lá, no Vale da Cabra, onde nas horas altas dos dias estivais de Agosto o sol caía de testa, uma figueira fartinha de figos, debruçada sobre a nascente e a poça da horta da Tia Olinda, era uma lauta mesa posta à descrição dos papa-figos, gaios, e demais passarada.

Ali, na horta da Tia Olinda, não faltava de comer nem de beber!

E quando o astro-rei já caminhava lá para o lado de Rebordelo, lá ia a tia Olinda, cheia de cuidados, deitar, à vez, naquela pia de pedra, baldões de água tirados da poça com o grabano (garabanho), que depois corria pelos regos das couves, das cebolas, dos pepinos, dos pimentos, dos tomates e pelo pé de alguma melancia que sobrassem do assalto dos moinantes.

Seguiam a Tia Olinda os gandulitos da Granginha   -  o João e o Nel, o Luís da Tia São e o Luís da Alice do Treno, o Mário e o Júlio da Alcina do João Carteiro   -   a encher a barriga de amoras, colhidas às mãos cheias, das imensas silvas, ora abraçadas, ora enroscadas, nos muros que definiam os caminhos desde o “CAMPO” até à Sobreira, o Vale Coelho ou o Vale da Cabra.

Mais pela tardinha, lá seguia o mesmo caminho o Quim das Chardas, com a espingarda aprontada e o olho treinado, para caçar umas narcejas ou umas codornizes.

O Tó ia a caminho da “Aberta da Tia Aurora”, buscar um molho de chamiça ou de carqueja para a Tia São cozer as batatas.

A Laurinda, a Amélia e a Jesus juntavam-se na Pipa em risadas marotas, fazendo desconfiar das suas intenções os gandulitos quando iam misturar à barrigada de amoras uma barrigada daquela água fresquinha, tão apetecida mesmo que não houvesse sede.

Naquele tempo, à “Pipa” até «os da cidade» vinham beber!...

E os rouxinóis, atrevidotes e desafiadores, parece que até faziam de propósito virem pousar nas galhas das árvores que davam sombra à fonte, e dali desafiarem a garganta do Luís da Tia São.

Depois da ceia, lá no Largo do Carvalho, com a Tia Quinhas sentada à entrada da eira, a Tia Aurora à janela, a Tia Maria do Campo à varanda, reuniam-se os gandulitos e alguns Tios e Tias.

As corujas e os mochos piavam lá pelos telhados dos palheiros e os grilos faziam coro melodioso.

Com os olhos pregados nas estrelas, o Luís da Tia São cantava modas da moda,  cada vez mais envaidecido com os louvores da Requeta, o sorriso contente da Avó São, e as insistências da plateia.

Era no tempo em que nos fartávamos do caldinho de chícharros, que ora nos traz tão ougadinho.

Ougadinho?!

Mas se o pouco que naquele tempo tínhamos era todo tão bom, tão bom, como não havemos de andar pr’áqui ougadinho, tão ougadinho de tudo o que por lá havia?!

Vá lá! Que ainda resta alguém que vai cuidando da GRANGINHA!...

 

                                                                                  Luís da Granginha

 

 

                                                                      

FINALMENTE...

14
Set09

    

     Arrancou finalmente o saneamento da Granjinha!

 

    

     No fim da semana passada, começou o que as gentes da Granginha há tanto tempo esperavam. A obra já se vislumbra num dos seus acessos, o que leva agora finalmente a acreditar...

     Ver para crer !!!

     O "parque das máquinas", está situado no baldio do Alto das Cruzes, e o rasgo para as primeiras tubagens, já foi feito na rua dos Barreiros, na direcção Cando/Granjinha!

     Mais vale tarde do que nunca, esperava-se por isso, que a obra tivesse início sem sobressaltos...

     Não é o caso, pois a empresa responsável pela obra, não sei se por erro técnico ou descuido, já meteu "água"!

     Deixo uma observação que é também uma pergunta!

     Estas empresas que executam obras públicas, não têm técnicos responsáveis pela obra, que olhem para os lados?

     As habitações que se encontram na zona, se o nível da canalização se mantiver, terão sérias dificuldades em conseguir ligar as canalizações à rede de saneamento, pois os canos encontram-se a 80 cm do solo, com pouco  desnível por isso para receber as àguas residuais.

     Fica aqui o alerta, aos fiscais e aos técnicos, para esta situação, e para outras que possam surgir, pois quando a obra chegar à Aldeia, precisará de acompanhamento, quanto mais não seja, pelo que poderá surgir no seu subsolo.

     Segundo fui informado, a Junta de Freguesia já terá alertado e informado a Câmara Municipal da situação.

            Espera-se que tudo se resolva, e o que nasceu torto se endireite...

A primeira visita...

07
Set09

 

    

      Granjinha, Chaves, 7 de Setembro de 1986 _ Uma capelinha visigótica arruinada perdida entre ramadas, com um original pórtico ornado de figuras zoomórficas que são desafios em pedra à imaginação. No telhado uma cruz vazada parece querer levantar voo. E dentro, por detrás do tosco altar de talha que durante séculos a escondeu, a mais bonita ara romana que se pode ver. É assim. O nosso génio criador, por mais que se exceda, acaba sempre nisto: num pungente testemunho de que só a incompreensão e o abandono esperam no futuro as obras de qualquer presente.

 

   

                                                                                                               Miguel Torga

                                                                                                                Diário XIV